Quando o ritual de deitar ficou demasiado longo: como encurtá-lo

Ilustração de uma paisagem

Com o tempo, os rituais de deitar têm tendência a crescer. Começa com uma história, depois duas, depois uma canção, uma conversa, mais um copo de água, um último abraço, mais um beijo. Quando damos por isso, a hora de deitar arrasta-se e toda a família fica cansada. Se isto te parece familiar, saberás que acontece em muitas casas. Há maneiras suaves de encurtar o ritual sem estragar o que ele tem de bom.

Primeiro, vê o que realmente importa. Que passos são essenciais? Talvez sejam a história, o beijo e a luz que se apaga. Tudo o resto pode ser reduzido ou passar para outra altura do dia. Escreve os passos que queres manter e desenha-os numa cartolina, para que a criança também os veja. Assim, o ritual fica com uma forma clara, que todos conhecem e podem seguir.

Encurtar com carinho

Explica à criança a mudança, durante o dia e não à hora de deitar. Diz que vais mudar um pouco a rotina, e conta que as coisas boas vão continuar: a história, o beijo, a canção. Fala com simpatia e com firmeza. Uma mudança anunciada com boa vontade é aceite com mais facilidade do que uma mudança feita de repente, sem conversa.

Podes combinar o que cabe no ritual: uma história e uma canção, e depois é a vez do beijo. Usa uma ampulheta ou uma canção como sinal do fim. Se a criança pede mais um copo de água ou outro abraço, podes prever esses pedidos no ritual e dizer: já bebeste, já abraçámos, agora é a vez do sono. Não é necessário ser rígido. Basta ter um limite claro e gentil.

Mantém sempre o último passo, aquele que fecha a noite: o beijo, a frase de boa noite, a luz. É esse gesto final que dá à criança a certeza de que o dia terminou. Se uma noite correr mal, recomeça no dia seguinte sem recriminações. Com paciência, o ritual encurta-se aos poucos, e sobra mais calma para todos, incluindo para ti, que finalmente podes sentar-te no sofá.